Dizer que Batman Absoluto vem dominando em seu arco de abertura seria um grande eufemismo. A nova abordagem de Scott Snyder e Nick Dragotta para um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos tem sido uma explosão de ação sem pausas desde a primeira edição. Nesta semana, Batman Absoluto #6 chega para encerrar o primeiro arco, “O Zoológico”, e, embora parte da história chegue ao fim, não se engane: a trama não diminui o ritmo nem por um segundo. Resumindo, esta é a história mais insana do Batman que já li – e é simplesmente incrível.

A edição começa imediatamente após os eventos do capítulo anterior, com Roman Sionis instaurando o caos em Gotham ao incentivar os cidadãos a se juntarem ao seu grupo Party Animals, promovendo crimes aterrorizantes em troca de prêmios em dinheiro. Considerando que Gotham é uma cidade marcada por dificuldades e pobreza, não é surpresa que muitas pessoas aceitem a oferta – e isso coloca Martha Wayne e Jim Gordon em perigo iminente quando se tornam alvos com recompensas milionárias por suas cabeças. Ao mesmo tempo, Batman está seriamente debilitado, tentando se recuperar para enfrentar Sionis novamente e acabar com a destruição que se espalha pela cidade – e, para isso, recorre a uma estratégia completamente inesperada.

Todo fã do Batman – seja um espectador casual ou um obcecado pelo personagem – sabe que uma das maiores prioridades do herói, além de sua regra contra armas, é a proteção de sua identidade secreta. Nos quadrinhos tradicionais, Bruce Wayne faz de tudo para garantir que ninguém descubra que ele e Batman são a mesma pessoa. No entanto, em Batman Absoluto #6, esse princípio é completamente virado de cabeça para baixo. Precisando de apoio após ser ferido, Bruce revela sua identidade para seu amigo Waylon “Croc” Jones. E não para por aí: rapidamente, outros aliados também descobrem seu segredo, com reações variadas – Ozzie Cobblepot, por exemplo, não fica nada feliz em ajudar, mas mesmo assim aceita. Essa mudança representa uma grande evolução para o personagem: Batman já não está mais sozinho, embora o impacto dessa decisão ainda esteja por vir.

E ele não está sozinho nem mesmo dentro de sua própria casa. A edição traz um desenvolvimento crucial em sua relação com Alfred Pennyworth, além de reforçar um conceito poderoso: Batman pode ser o símbolo da justiça em Gotham, mas a família Wayne tem outros heróis além dele. Martha Wayne, por exemplo, assume um papel impressionante nesta história, tornando-se um pilar fundamental da trama. O aprofundamento de sua personagem e a forma como sua relação com Alfred se desenvolve sugerem que estamos testemunhando a formação de uma verdadeira força do bem para salvar a alma da cidade. Batman pode ser um vigilante solitário, mas agora conta com aliados – de um jeito ou de outro.

Isso não significa que as coisas ficarão mais fáceis para ele. O final desta edição entrega uma reviravolta verdadeiramente aterrorizante sobre quem realmente está movendo as peças por trás do caos em Gotham, ao mesmo tempo que revela qual será o próximo grande desafio do herói. E se a loucura deste primeiro arco serve de referência, uma coisa é certa: daqui para frente, a história só vai ficar ainda mais insana.