Secretário de Finanças reconhece que não percebeu R$ 4 mi na conta da Secretaria da Saúde
Monte Alto Agora
Clube FM04/06/2019 - 17:11
Secretário de Finanças reconhece que não percebeu R$ 4 mi na conta da Secretaria da Saúde
Mantovani responde a perguntas do vereador Murilo Jácomo

 

Os secretários de Saúde, Sueli Mello, e o de Finanças e Orçamento, Marcos Mantovani, estiveram na sessão da Câmara de Monte Alto desta segunda-feira, 3, para esclarecer sobre os mais de R$ 4 mi "esquecidos" em contas da Prefeitura de Monte Alto.

A participação dos secretários atendeu a uma convocação do vereador Carlos Gerber (PR). Ele explicou que decidiu pela convocação porque as respostas de um pedido de informação seu sobre o tema foram vagas.

O primeiro a ser ouvido foi Mantovani, que lembrou que os R$ 4 mi não que poderiam ser aplicados na Saúde em sua totalidade -  R$1 mi é restos a pagar (quando já foram utilizados os serviços e adquiridos os produtos) e R$ 800 mil para a Santa Casa, de uma emenda parlamentar.

A maior dúvida de Gerber era entender como a secretária da Saúde não sabia do dinheiro em caixa. Segundo ele, Sueli enviou um ofício no dia 5 de fevereiro para a Secretaria de Finanças pedindo os extratos das contas. Depois de um segundo ofício, do dia 8 de março, o departamento de Finanças enviou o extrato da principal conta da Saúde e um relatório analítico. Nos documentos constava a informação de um saldo de R$ 4,813, mi do dia 31 de dezembro de 2018. "A Secretaria da Saúde solicita que a partir de abril sejam enviados todos os extratos das contas da pasta, mensalmente, e que nenhuma transação financeira contábil e orçamentárias seja feita sem a minha anuência", escreveu Sueli em um ofício em março, para a Secretaria de Finanças, afirmando que não foi comunicada sobre o valor em conta, lido por Gerber.

Mantovani afirmou que, apesar de ter todo esse dinheiro parado na conta, a Prefeitura não sofreu prejuízo. Entretanto, o relatório do auditor de Saúde, Ricardo Ribeiro Peixinho, apontou que existiam créditos em 10 de julho de 2018, que foram aplicados em um fundo apenas no dia 31. " Enquanto não for investidos em sua finalidade, os recursos devem ser aplicados em fundo de aplicação financeira a curto prazo, com resgate automático", recomendou Peixinho.

Também de acordo com o relatório do auditor, em dezembro de 2018, o governo Federal creditou R$ 1,6 mi em uma conta da Saúde, que ficou com R$ 2,3 mi. "Concluo que existem inconformidades sem prejuízo financeiro aos cofres públicos na utilização dos recursos da União, o que acarretou problemas na entrega de medicamento à população. A Prefeitura deve regularizar a situação e aplicar os recursos residuais. Para evitar novos problemas, ficou acertado que Contabilidade enviará mensalmente planilhas para a Saúde informando sobre o valor existentes nas contas", continua o relatório. Mantovani comentou que "está melhorando a comunicação" com o departamento da Saúde.

Respondendo ao vereador Murilo Jácomo (PR), Mantovani disse que esse superávit foi conhecido em março, no encerramento do balanço anual de 2018. "No encerramento do exercício (2018), o volume de trabalho é grande, mas não fujo às minhas responsabilidades, faço meu 'mea culpa', demorei três meses, quatro meses para perceber o montante na conta. Aí em março começamos a trabalhar com o saldo para 2019". Ele também contou que o valor veio, em grande parte, de 2018.

Assim como Gerber e os demais vereadores que fizeram perguntas a Mantovani, Murilo ficou estarrecido por esse dinheiro não ser percebido. "Estamos afinando o relacionamento para que durante o exercício, eliminemos esse problema", prometeu o secretário.

Sueli explicou que ficou sabendo do dinheiro na conta da Saúde no começo do ano, durante as tratativas com a Santa Casa sobre o gerenciamento do pronto socorro. "Fui na Contabilidade para saber se poderíamos contratar a Santa Casa para gerir o PS, aí a contadora verificou nosso saldo e vi o montante. Por causa do meu ofício e de toda essa polêmica, desde abril estou sendo comunicada das movimentações das contas da Saúde", comentou.

As respostas de Sueli aos questionamentos do vereador Julio Raposo do Amaral esclareceram a principal dúvida da população: o valor "esquecido" nas contas da Prefeitura não seria suficiente para resolver o problema da falta de remédio. A Prefeitura gasta cerca de R$ 3 mi por ano com a compra de medicamentos - o que poderia ser gasto com eles, dos, hoje, R$ 2,6 mi, giraria em torno de R$ 150 mil. "Tenho que usar esse dinheiro da forma como o governo Federal indicou: no Caps, Samu, exames de media e alta complexidade, atenção básica...". O departamento de Vigilância em Saúde, por exemplo, consome R$ 15 mil por mês - na conta existem R$ 400 mil para ele.

Gerber quis saber qual foi a reação de Mantovani ao ser questionado sobre o dinheiro parado na conta. Pouco à vontade, depois de ficar um tempo em silêncio, Sueli disse que ele confessou que não havia se atentado.



Monte Alto Agora
Compartilhe
Share
Monte Alto Agora



Voltar
Monte Alto Agora
Monte Alto AgoraComente esta notícia
Seu Nome: Seu e-mail (opcional):
Comentário:  
Enviar dadosCarregando
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluidos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

Comentários
Monte Alto Agora
Jorge Amaral
Enquanto isso a população vem sendo dizimada na fila do PS. Absurdo população trada como gado...
05/06/2019
Monte Alto Agora
Últimas notícias Últimas notícias


Monte Alto Agora  Tel.: (16) 3241-3959/ 9994-1303 Monte Alto Agora contato@montealtoagora.com.br Siga Monte Alto Agora no TwitterVeja nossa página o Facebook Página inicial | Quem somos | Anuncie | Contato
É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso sem autorização escrita DOS ADMINISTRADORES DO PORTAL DE NOTÍCIAS Monte Alto Agora © 2019   site: an|design